Registro no Conselho Regional de Psicologia: CRP 06 - 4705/J

EMDR

O que é EMDR?

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Sou Profissional Certificada em EMDR, conheça essa modalidade avançada:

HISTÓRIA DA DESCOBERTA DO EMDR

Em 1987, Francine Shapiro, então doutorada em psicologia, caminhava pelo parque da cidade de Los Gatos, na Califórnia, quando notou que seus pensamentos perturbadores começaram a desaparecer. Ao tentar pensar novamente neles, percebeu que não incomodava como antes. Ela observou que quando o pensamento perturbador lhe vinha à mente, seus olhos começavam a se mover rapidamente. Os movimentos oculares afetavam os pensamentos em sua mente. Ao tentar retomar os pensamentos perturbadores parecia que eles tinham perdido muito de sua carga negativa.

Após esse evento, ela começou a seguinte experiência: deliberadamente pensava sobre coisas perturbadoras do passado ou do presente enquanto movia os olhos. Todas as vezes que fez isso, a perturbação cessou. Decidiu, então, conferir se o procedimento funcionava com outras pessoas experimentou com seus amigos. Pedia que eles seguissem os movimentos de seus dedos, como uma forma de ajudá-los a manter os movimentos oculares, enquanto pensassem no que os perturbava. Depois de aplicar o procedimento em mais de setenta pessoas, Francine confirmou que o processo podia dessensibilizar os pensamentos perturbadores.

Assim, a partir de suas observações, a Dra. Shapiro desenvolveu o método ao qual batizou de EMD – Eye Movement and Desentization. Mais tarde, aperfeiçoou o método e expandiu o conceito para EMDR – Eye Movement Desentizarion and Reprocessing – para incluir o conceito de reprocessamento, além da dessensibilização. A psicóloga estava convencida de que os movimentos oculares podiam processar as lembranças traumáticas, libertando a pessoa para desempenhar condutas mais adaptativas e funcionais (Parnell, 1997:39).

Em 1998, a Dra Shapiro aplicou o novo método em 22 voluntários – veteranos da guerra do Vietnã, vítimas de estupro ou de abusos sexuais – que tinham sintomas de Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT). Metade do grupo recebeu uma sessão uma sessão de EMDR e à outra (grupo de controle) foi pedido apenas que contasse o trauma em detalhe. O grupo submetido ao EMDR apresentou melhoras significativas. O grupo de controle não. Por questões éticas, depois repetiu- se o procedimento com o grupo de controle. Nas averiguações ocorridas no primeiro e no terceiro mês após o tratamento, todos os pacientes tinham mantido os resultados positivos da sessão de EMDR (Parnell 1997:40).

Em quais casos o EMDR é eficaz?

A terapia do EMDR é rápida e eficaz no tratamento de fobias, compulsões e especialmente traumas. Medos fóbicos tais como: de dirigir, de viajar de avião, de falar em público, dentre outros podem ser dissolvidos em algumas sessões.

Os traumas podem ser tratados como uma questão conhecida da história da pessoa, ou seja, sabe-se o que ocorreu, como: falecimentos, seqüestros, assaltos, doenças graves, incêndios, etc. Os traumas podem também, ser descobertos a partir dos sintomas apresentados pelo paciente, como exemplo podemos citar: dificuldades de ordem amorosa, sexual, medo profundo de rejeição, medo de ficar sozinho, sentimento de baixa auto-estima, etc.

Quem pode aplicar?

A formação em EMDR é destinada apenas para psicólogos e médicos.

Depoimentos reais

Depoimento I

“…eu procurei o EMDR em um momento de desespero, meu filho L.C.B 02a tinha uns ataques de choro incontroláveis, algo fora do normal e esses ataques aconteciam do nada nunca em situação em que estivesse sendo contrariado, era muito feio de ver. Até que eu não sabia mais o que fazer, procurei um psicólogo para mim, onde também passei por 02 sessões de EMDR e fui indicada a procurar pela Miriam que atendia crianças! Minha salvação. Então levei o L.C.B e eu diria que era algo encantador, mágico, ela o estimulava através do toque e lá mesmo no consultório eu pude notar ele diferente, muito mais calmo. Agradeço muito a Miriam e ao ser que inventou o EMDR. Recomendo sempre que alguém passar por situação semelhante a minha. Hoje ele é uma outra criança, os detalhes dessa trajetória é algo emocionante…”

Depoimento II

“A melhor coisa que pode me acontecer foi conhecer Miriam Izabel, psicóloga especializada em EMDR uma técnica que tem transformado vidas sofridas e massacradas pelo transtorno psíquico e pelos traumas causados em nosso ser.

Eu sofri síndrome do pânico e depressão por muitos anos e sempre com acompanhamento psicológico e psiquiátrico tradicional, porém apesar de durante o tratamento passar por períodos de melhora continuava a ter recaídas constantes, pois a raiz do problema continuava sempre presente e cada vez se enraizando mais. Quando realizei o tratamento através da técnica de EMDR me tornei outra pessoa, pois os traumas que eram a raíz do problema foram curados. Hoje, estou escrevendo outra história da minha vida, consigo sorrir e ser eu mesma, aprendi a ter equilíbrio emocional e caminhar sozinha pela estrada da vida.

Obrigada Miriam!”

Como funciona?

EMDR é uma nova terapia, especialmente útil para a transformação das lembranças traumáticas.

De forma revolucionária ajuda a libertar a mente, o corpo e abrir o coração.

Se a “conduta disfuncional atual” pode ser vista, como sendo conseqüência de incidentes traumáticos do passado (sejam cenas, crenças ou pactos); e sendo esses identificados de forma sábia e hábil podem ser processados e integrados, o que possibilita novas condutas funcionais, livres e mais felizes para o ser humano.

Faz-se sessões com duração de 2 horas, devidamente marcadas.

Exemplos

Esta abordagem parte da ideia que as informações de um trauma ficam trancadas na memória, quase que em sua forma original. Que as imagens, os pensamentos, os sons, os cheiros, as emoções, as sensações físicas, ou seja, as percepções e as crenças de situações traumáticas ficam estocadas numa rede neural sem saída, exatamente, como no momento da situação traumática. Isso é o que faz uma pessoa traumatizada se tornar limitada, frente a certas situações similares, ou ainda em situações generalizadas.

Caso I

Numa experiência com uma criança de quatro anos que estava irredutível e que não queria voltar para escolinha; viu-se que o registro de seu cérebro, em seu sistema nervoso era da imagem do “portão da escolinha fechando com os seus avós, dando tchau, lá… do lado de fora” enquanto ele era levado para dentro da sala de aula.

Esta cena para criança foi tão difícil de viver, que se tornou de certa forma uma impressão cerebral de impacto, já que ela podia achar que não veria mais os avós e que ficaria para sempre sozinha.

Na verdade, o trauma faz com que essa impressão se mantenha como uma verdade permanente, como se a criança não a ultrapassasse, ou seja, como se o portão nunca tivesse sido aberto novamente.

Logo, qualquer questão análoga a essa, pode ser dessensibilizada com essa terapia. Exemplificando: uma pessoa que tenha tido um forte impacto num relacionamento, como traição, rompimento ou perda, e que a partir daí, desistiu da vida ou de tentar se relacionar, pode sem dúvida estar paralisada nesta situação.

Caso II

Um garotinho de dois anos e meio que tinha “surtos” com movimentos agressivos e auto-agressivos, seguidos de gritos, sem qualquer razão aparente.

Os surtos eram tão impressionantes que por duas vezes os vizinhos chamaram a polícia achando que a mãe estaria surrando essa criança.

Essas crises permaneceram intermitentes e acentuadas durante seis meses.

Qual era o estado dessa mãe? Desolada, os médicos já falavam em ministrar remédios anticonvulsivantes e calmantes para a criança. Ela estava arrasada, entristecida e vendo que iria perder seu filho. Ele tinha dois anos e meio.

Esse garoto “L” havia ficado aos dois anos, então seis meses antes, internado em um hospital para tratar de uma pneumonia muito forte. Logo, ficou numa cama, amarrado, três vezes ao dia vinham seis funcionários para segurá-lo a fim de fazer a aplicação dos remédios necessários para o seu tratamento. Essa aplicação era direto na veia, então foi furado! No ponto de vista da criança, ele foi torturado.

Isso durou 15 dias, para uma criança de dois anos… uma eternidade!

Esse fato, com tudo que lhe é peculiar: todo o desespero, toda a força para se libertar, toda a raiva, toda a impotência ficou guardado dentro desse, então, toda essa vontade que ficou reprimida saia eventualmente de uma forma horrível, manifestada naquelas crises que citamos no início.

Após três sessões de EMDR esta criança não apresentou mais qualquer sintoma.

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